terça-feira, 28 de abril de 2009

ATIVIDADE 6

O Brasil flerta com a vizinhança
As possibilidades de adoção como segundo idioma oficial no Mercosul e de obrigatoriedade nas escolas da América do Sul dão fôlego ao português brasileiro no continente
Adriana Natali
Lula e seus colegas do Mercosul: Nicanor Duarte Frutos(esq.), presidente do Paraguai até a posse de Fernando Lugo, em agosto; Hugo Chávez (centro), da Venezuela, e Evo Morales (dir.), da Bolívia: aproximação estratégicaAos poucos, na surdina, o português brasileiro seduz a vizinhança. Na América do Sul, é candidato a segundo idioma de países de língua hispânica e virou referência nas relações comerciais do Mercosul. Na rabeira da tendência, expande-se o ensino do idioma na região.
Entre parceiros do Mercosul, é concreta a possibilidade de virar segunda língua oficial. O dado mais recente vem da Venezuela. Este ano, o governo de Hugo Chávez decidiu incluir a língua portuguesa, em 2009, no currículo oficial escolar, como disciplina opcional. A idéia é garantir a adoção da língua portuguesa como primeiro idioma estrangeiro no país. Lá, o português será incorporado ao currículo do sistema educacional bolivariano, em escolas primárias e secundárias. Outros países já colocaram em prática iniciativas similares (ver gráfico na página 32). Lilian Pinho, da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa do Ministério das Relações Exteriores, explica que os ministros da Educação do Mercosul adotaram programa de integração que prevê o ensino obrigatório do português como língua segunda nos países hispanófonos e do espanhol como segunda no Brasil.
Uruguai No Uruguai, o português é ensinado nas redes secundária e primária, e está em processo de implantação a obrigatoriedade de ensino para os três últimos anos do ensino fundamental e os três primeiros anos do secundário. A variante brasileira do português já funciona, na prática, como a segunda língua da população uruguaia, por conta dos acordos do Mercosul. E, no norte do país, já é possível falar de uma sociedade bilíngüe espanhol-português.
De acordo com Ademar Seabra da Cruz Junior, chefe do Setor de Cooperação Acadêmica, Científica e Tecnológica da embaixada brasileira no Uruguai, o inglês pode nos próximos anos ser desbancado como a língua estrangeira mais difundida no país, embora hoje a relação quantitativa entre professores de português e de inglês no país seja favorável à língua de Bush.
- Há indícios de que essa correlação deve mudar no médio prazo, por causa da influência crescente do português no interior do país, sobretudo na faixa de fronteira, e o aumento exponencial dos investimentos brasileiros no Uruguai, que ultrapassaram inclusive os norte-americanos, no ano passado - explica Cruz Jr.
O português está em mais de cem escolas do Uruguai, a maioria públicas, que contam com centros de línguas estrangeiras, mantidos pela Administración Nacional de Educación Pública (Anep). Embora o ensino do português seja optativo, trata-se do idioma estrangeiro que mais tem interessado aos jovens da rede pública (ao lado do inglês), ao terem de incluir uma outra língua obrigatória em seu currículo. Dos 9.419 alunos que se inscreveram para aprendizado optativo de línguas estrangeiras em 2007, mais de 4 mil escolheram o nosso idioma.
Há uma tendência da Anep de tornar o ensino do português efetivamente obrigatório para as últimas séries do ensino primário e as primeiras do secundário, embora esse projeto enfrente dificuldades, devido à escassez de professores.
Argentina Já na Argentina, tramita no Congresso um projeto de lei que torna obrigatória a oferta de português nas escolas secundárias e, nas províncias limítrofes ao Brasil, também em escolas primárias, por um período de oito anos. Segundo Lilian Pinho, o projeto foi aprovado na Cámara de Diputados de la Nación Argentina em novembro e se insere no marco do Convênio de Cooperação Educativa bilateral, de 1997.
Apesar de ainda estar em discussão no Congresso, a Argentina já firmou acordo com o Brasil para tornar o português um idioma oficial em seu país. Em novembro de 2005 foi assinado um protocolo entre os ministérios da Educação dos dois países para promoção do ensino do espanhol e do português como segundas línguas, o que prevê a formação de professores, por bolsas de estudo e educação a distância. O documento prevê convênios interinstitucionais (universidades e editoras) para produção de didáticos. O projeto, de abrangência nacional, por ora, está só no papel. Mas há regiões que já colocaram o ensino em prática. Em Buenos Aires, desde 2001, as escolas bilíngües são obrigadas a oferecer português, não só inglês. Na fronteira argentina, o português já é ensinado.
Argentina e Brasil lançaram em 2004 o projeto "Modelo de ensino comum em escolas de zona de fronteira", depois incorporado à agenda do Mercosul.
ParaguaiA Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e a Cooperação Andina de Fomento (CAF) estimulam a expansão das escolas de fronteira. E o Itamaraty e o Ministério da Educação paraguaio darão apoio (qual, não foi dito) à formação de professores de português que atendam às necessidades do ensino médio no país.
O português é ensinado nas escolas paraguaias de educação média (de 15 a 17 anos), de adultos (2º grau de alunos com mais de 20 anos) e em universidades. O Ministério da Educação local oferece às instituições de ensino a possibilidade de optar entre cinco línguas estrangeiras: alemão, francês, inglês, italiano e português. Segundo o MEC paraguaio, 76 instituições oferecem o português como língua estrangeira na educação média.
- Tendo por base a população estudantil paraguaia, em alguns casos o português é a terceira língua que o aluno adquire na sua formação - diz José Armando Zema de Resende, primeiro-secretário da Embaixada do Brasil em Assunção.
O Ministério da Educação paraguaio estuda a criação, com apoio brasileiro, de um curso de "profesorado en lengua portuguesa", para educadores do ensino médio, além da licenciatura em português na Universidade Nacional de Assunção.
- A presença de uma grande comunidade brasileira no Paraguai, bem como a intensidade das relações comerciais entre o dois países, são importantes indicadores do interesse que desperta a língua portuguesa neste país - afirma Resende.
Em fevereiro foi inaugurado o Leitorado de Língua e Cultura Brasileira junto à Universidade Católica de Assunção, com o apoio da Capes e do MRE, mediante a seleção de um professor brasileiro incumbido de ensinar o português e divulgar a cultura brasileira no Paraguai.
BolíviaOs bolivianos adotam o português como segunda língua nos Departamentos de Santa Cruz de La Sierra e Pando, em razão da proximidade geográfica. Na região do altiplano, as línguas aymar e quéchua são os segundos idiomas. Nas escolas, o português não é ensinado.
O Brasil já assinou acordos com o governo boliviano para fomentar o ensino da língua portuguesa no país e a embaixada do Brasil apóia projetos nesse sentido. Segundo Patrícia Cortes, membro do setor cultural da Embaixada do Brasil na Bolívia, em La Paz, o Centro de Estudos Brasileiros de lá é muito ativo e recebe cerca de 200 alunos por ano.
Em fevereiro do ano passado foi assinado, entre os governos, memorando de entendimento sobre cooperação educacional entre os dois países, que prevê intercâmbio e aperfeiçoamento de professores, estudantes e gestores educacionais, visitas às escolas brasileiras e bolivianas, seminários, eventos, troca de informações sobre sistemas e políticas educacionais, elaboração de projetos de cooperação técnica e apoio de organismos internacionais.
Para Patrícia Cortes, a importância da língua portuguesa no país é grande, dependendo da região geográfica. Porém, na questão comercial, ela se torna relativamente pequena, já que o comércio bilateral é mínimo e basicamente restrito ao gás, explorado pela Petrobras.
ChileNo Chile, o português não está no ensino fundamental e médio. No entanto, ensina-se o idioma em cursos livres e cursos técnicos, principalmente nas escolas de turismo. De acordo com Elisa Lopes, do Centro de Estudos Brasileiros (CEB), órgão vinculado à embaixada brasileira em Santiago, a instituição conta com 180 alunos matriculados até abril deste ano.
- A rede de CEBs constitui um dos principais instrumentos de execução da política cultural brasileira no exterior. No âmbito acadêmico, a língua portuguesa se encontra na Universidade de Santiago do Chile, único curso existente no país. Foi igualmente inaugurado, no ano passado, um leitorado de língua portuguesa, literatura e cultura brasileira, em nível de graduação, na Pontifícia Universidade Católica do Chile - afirma Elisa Lopes.
No contexto das intensas relações econômicas, políticas e culturais entre o Chile e o Brasil, está implícita a necessidade de uma integração lingüística.
- Com o incremento dos acordos e contatos entre ambos os governos, aumenta a conscientização de que falar portunhol já não é mais suficiente - explica Elisa.
Considerando o incremento das relações comerciais, priorizar a promoção da língua portuguesa tem se tornado fundamental não somente para atender às necessidades de comunicação, mas também para alcançar melhores resultados nos negócios.
Casa Rosada, sede do governo argentino: tramita no Congresso do país projeto de lei para tornar obrigatória a oferta de português em todas as escolas secundárias
ColômbiaNa Colômbia, entrou em vigor, em 2005, um memorando de entendimento dirigido ao ensino de português e de espanhol nas escolas públicas da região fronteiriça de Letícia e Tabatinga.
- A partir do acordo, decidiu-se que o ensino de espanhol em Tabatinga começaria a partir do primário, uma vez que as aulas de espanhol já estavam sendo ministradas nessa cidade há alguns anos. Em relação ao ensino do português em Letícia, o Instituto Cultural Brasil-Colômbia [Ibraco] comprometeu-se a formar aproximadamente 15 professores para dar aulas na Escola Normal de Letícia. Esse projeto se iniciou a partir de 2006, com cerca de 200 alunos - explica Beatriz Miranda Cortes, subdiretora acadêmica da Colômbia.
A formação dos professores é de quatro anos. Segundo Beatriz, com o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países nos últimos anos, os colombianos estão mais conscientes de que, para negociar com o Brasil, é fundamental falar português. Por outro lado, os estudantes colombianos estão cada vez mais interessados em estudar no Brasil. Nos últimos dois anos, aproximadamente 100 colombianos foram estudar no Brasil.
Comunicação continentalO bilingüismo no Cone Sul contribuiria para a eficiência de intercâmbios, não só comercial, mas científico e cultural. - Com a globalização, os países monolíngües tendem a perder oportunidades de relações políticas e econômicas - afirma o professor de Lingüística e de Língua Portuguesa da Universidade São Judas Tadeu, Jairo Postal.
Para Fernanda Allegro, mestre em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e leitora (professora) do Ministério das Relações Exteriores em Buenos Aires, com a língua, transmitem-se a cultura, os costumes, a arte, as tradições, a literatura e a tecnologia do país.
- Há, na atualidade, um aumento no número de estudantes nos cursos de português como língua estrangeira em países como a Argentina e o Uruguai.
Como no mundo globalizado há tendência à supranacionalidade, o ensino de língua portuguesa constitui um instrumento de política externa. Com a ampliação do comércio exterior brasileiro, tendência crescente dos últimos anos, o potencial de influência da variante brasileira do idioma só tende a crescer.

TEXTO: http://revistalingua.uol.com.br/textos.asp?codigo=11539

Qual é a importância da supranacionalidade da língua portuguesa? Qual são as vantagens e desvantagens para os brasileiros?

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21 comentários:

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  2. Língua oficial de oito estados de quatro continentes, o Português é também língua de comunicação de doze organizações internacionais, nomeadamente na União Europeia, UNESCO, MERCOSUL, Organização dos Estados americanos (OEA), União Latina, Aliança Latino-Americana de Comércio Livre (ALALC), Organização do Estados Iberoamericanos (OEI), Organização de Unidade Africana (OUA), União Económica e Monetária da África Ocidental, idioma obrigatório nos países do Mercosul e língua oficial da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), organização que integra a maioria dos países africanos do hemisfério sul.
    O Português é uma língua de cultura que dá acesso a literaturas e civilizações originais e variadas que o Comité Nobel distinguiu ao atribuir o Prémio Nobel da Paz, a Ramos Horta e Ximenes Belo e o Prémio Nobel da Literatura, a José Saramago.
    As vantagens é que num mundo em mudança, o Português é uma língua do futuro, uma língua a descobrir. O potencial de expansão da nossa língua em África é extremamente significativo, sobretudo no hemisfério sul, onde, para além do previsível crescimento da população dos PALOP, se regista um aumento do ensino do Português nos sistemas de ensino de países que integram a SADC, com particular destaque para a África do Sul, a Namíbia e o Zimbabwe. Idêntico movimento se verifica em vários estados da África Ocidental, assumindo especial relevância o caso do Senegal.
    Na América do Sul, a criação do MERCOSUL levou a um crescimento exponencial do ensino da Língua Portuguesa na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, verificando-se idêntico interesse pelo português em países latino-americanos não pertencentes ao MERCOSUL, especialmente na Venezuela.
    Não sei qual seria as desvantagens!
    fonte de pesquisa: www.dgidc.min-edu.pt/lingua_portuguesa/linguaportugmundo.asp - 66k

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  3. Diante da globalização,a supranacionalidade da língua Portuguesa( não só ela) se faz necessária .Isso aproxima os país em relação a cultura, ciências e política.As fronteiras ficam ainda com estreitas ,sem o empecilho da língua , facilitando as trocas de informações , notícias e vendas de produtos em geral. Até mesmo produtos que seria apenas de interesses internos, como os livros , teriam mercado fora.Seria bem vantagioso , que vários países adotassem a língua Portuguesa como segunda língua. Porém esta mesma vantagem se torna desvantagem, visto que , em nosso país temos pessoas que mal tiveram acesso a língua materna e aqui já se faz presente a necessidade de se falar outras línguas.

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  4. O crescente interesse dos governantes e jovens estrangeiros pela língua portuguesa é reflexo da importância do mercado político-financeiro entre esses países latino-americanos, refiro-me ao MERCOSUL que é sem dúvida o ponto de partida de tais políticas e inclusive a atual reforma ortográfica, que juntamente com todo o contexto busca aumentar o poder econômico e social destes povos.
    Fato é que uma única língua é capaz de estreitar os vínculos e unir forças para alcançarem objetivos.
    A vantagen parece ser a força que juntos, unificados em suas línguas, esses países teriam.
    Desvantagem, talvez no mercado de trabalho, em caso de imigrações para países mais prósperos, dentro dos que utilizam-se do mesmo idioma, por parte de operários em busca de oportunidades, defasando assim as vagas de cidadãos em seu próprio país de origem.

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  5. //MARIANA SANTOS C. DA SILVA.//
    É de grande imporância nossa língua,cultura,comércio e tudo o que o nosso país possa fazer para ganhar espaço em outros territórios para assim obtermos parcerias entre nossa nação e outras;não vejo desvantagens nesta questão,pois toda parceria(benéfica) é bem vinda para quando precisarmos de ajuda ou simplismente fazer intercâmbios em situações favoráveis ao nosso país.

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  6. O mundo caminha para a constução de uma sociedade cada vez mais inclusiva.A cada dia, fica-se sabendo de mais um grupo de pessoas ,neste imenso país,desejando conhecer e aplicar a filosofia e a metodologia da inclusão da língua portuguesa.

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  7. No meu ponto de vista,"quando á esmola é grande o santo desconfia".
    É claro e evidente que a importância da supranacionalidade da Língua Portuguesa visa o fortalecimento das relações comerciais entre os países do MERCOSUL.Existe a consciência de que para estar negociando com o Brasil, é fundamental dominar bem a Língua Portuguesa.
    Com a crescente influência do português, e o aumento exponencial dos investimentos brasileiros no Uruguai e em outros países,acredito que também seremos beneficiados com a troca de informações sobre os sistemas e as políticas educacionais.Priorizar a promoção da língua portuguesa,será fundamental para atender ás necessidades de comunicação,facilitar o intercâmbio e para alcançar também melhores resultados nos négocios.Com a globalização,os países monolíngues tendem a perder oportunidades de relações políticas e econômicas o que não seria nada bom para nós.
    Com a língua transmitimos,nossa cultura,tradições,costumes,arte,literatura e nossa tecnologia.A troca desses fatores com outros países só irá acrescentar,mas será preciso observar bem esta questão visando que a maioria do povo brasileiro desconhece o uso da sua língua materna,uma séria questão que deverá ser colocada em pauta.

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  8. A supranacionalidade da língua portuguesa é de extrema importância. O bilinguismo no Cone Sul contribuiria para a eficiência de intercâmbios, não só comercial, mas científico e cultural. Com a globalização, os países monolíngues tendem a perder oportunidades de relações políticas e econômicas.
    Seria vantajoso para todos os países, pela troca de cultura. Seria desvantajoso pela deficiência de emprego no nosso país, pois daria oportunidades iguais aos nossos vizinhos. Poderia prejudicar o povo brasileiro que já anda tão decepcionado com as armadilhas dos nossos políticos.

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  9. A supranacionalidade da língua portuguesa é muito importante, ela contribui para o intercâmbio comercial, científico e cultural.
    É vantajoso para que possamos trocar experiências culturais.
    Conforme já disse nossa colega de curso Roseane, seria desvantagem para o mercado de trabalho que pessoas de um determinado país poderiaam procurar outros países mais prósperos que não o seu, defasando assim as vagas em seu próprio país de origem.

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  10. É muito interessante poder observar como a língua portuguesa tem avançado ente os países e se localizado como uma das maiores línguas do mundo! A supranacionalidade da língua nos dá o privilégio de nossa língua se torna comum a diversas nações e nos abre caminhos para o mundo.
    As vantagens são imensas, pois com a comunicação que está além das fronteiras nos coloca lado a lado a países desenvolvidos.
    As desvantagens estão ligadas provavelmente ao mercado de trabalho, onde a população pode ir para o exterior a procura de melhores condições de vida e o nosso país sofrer um grande impacto de regresso na área do desenvolvimento comercial, indistrial e tecnologico.

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  11. LILIANE
    O nosso idioma virou referência nas relações comerciais do mercosul,e a possibilidade de virar a segunda língua oficial é grande,assim também poderão conhecer nossa cultura, costumes, artes e toda nossa tradição.
    Essa supranacionalidade está contida no mundo globalizado, mas com isso também se ganha com a ampliação do comércio exterior brasileiro e a influência do nosso idioma só tende a crescer, será de grande contribuição para a eficiência de intercâmbios, não só comercial, mas científico e cultural.

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  13. O Brasil visto por outros países fora da America Latina é o líder natural do MERCOSUL, por ser o país mais influente econômica e politicamente. Um país conciliador, não um país polêmico e os outros países sabem que ter o Brasil como parceiro será vantajoso.
    Para ter uma aproximação melhor nada como participar da língua e a cultura do país forte. Falar e escrever, a língua do país de forte representação nas negociações econômicas do bloco do MERCOSUL, será muito mais fácil na política de negociações sócio-econômicas.
    O português é uma língua de difícil aprendizado, porém uma língua fascinante e bela. O interesse pode levar um ganho para os profissionais brasileiros da língua português e outros profissionais capazes de difundir a nossa cultura em outros países.
    A difusão da língua Portuguesa para o Brasil será considerável pois o país terá melhor influencia com os investidores internacionais, terá um poder maior de participação na política internacional e mostrará sua liderança territorial e cultural na America do Sul.

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  14. O portuguê é a quinta ou sexta língua mais falada no mundo, utilizada por cerca de 240 milhões de pessoas, e os oito paíse que tem como língua oficial constituíram em 1996, a COMUNIDADE DOS PAÍSE DE LÍNGUA PORTUGUESA, que se tem encarregado da promoção e difusão do idioma. A definição de língua a ser usada por uam nação não depende exclusivamente da vontade dos que a usam, mas também do alcance social da comunidade linguística e, sob esse prisma, os de ordem legal para a definição de papeis e de ações jurídicas.Com a globalização, á terminologia científica e técnica, que circula no universo dos mercados, passa a ser veículo de dupla função, informatizados como os mais importantes instrumentos de tecnologização das línguas e a elaboração destes resulta de projetos coletivos.Se pudermos considerar aproximidade do Brasil com o países de língua espanhola e a oficialização do Português e do Espanhol - língua do mercosul - como elemento motivadores para que os brasileiros aprendam o espanhol de maneira planificada, vale observar que levará muito tempo de aprendizagem do espanhol, de acordo com esse projeto, se dará com resultado de uma política de estado induzido, o que criará sujeitos linguísticos passivos e não usuários ativos, porque o ensino se dará em espaço localizados e fechados, e o ambiente externo não estimula o bilinguismo explícido.Daí temos hoje a diglossia com o inglês muito ativo. Ela não se dar em ambiente fechado. Entre o Brasil e os outros países do mercosul, o fluxo é de negócio e, consequentemente o cenário para a fala bilíngue ainda é incipiente, pois outros sentimentos entrecruzam o espírito dos brasileiros. Um deles é o de que são capazes de comunicar-se em espanhol mesmo que nunca tenham estudado a língua; outro é o da preferencia pela aprendizagem do inglês, por causa da notória influencia da cultura americana nas sociedades consumidoras de seus modismo tecnológicos e da assimilação científica proviniente de linguagens específicas que desenvolvem uma nova semântica, calcada na prática e na pragmática do " fazer saber" em inglês.Para que se tenha um projeto equilibrado, caberá aos outros países do mercosul plainificar o ensino da linguagem portugues, ainda que o processo de difusão já se faça de maeira natural. O Brasil é atualmente exportador de cultura popular por meio da música, das novelas, do esporte, e os países de fronteira de colonização espanhola são um dos princiais consumidores. Estes países aumentam a audiência da televisão brasileira em fronteiras abertas e por elas passam a lingua portuguesa de maneira espontâne.

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  15. No mundo globalizado há tendência à supranacionalidade, o ensino de língua portuguesa constitui um instrumento de política externa. Como a ampliação do comércio exterior brasileiro, tendência crescente dos últimos anos, o potencial de influência da variante brasileira do idioma só tende a crescer. O bilinguismo contribui para eficiência de intercâmbios, não só comercial, mas científico e cultural.Tendo como vantagens uma maior integração do bloco econômico, possibilita o aprofundamento da integração e coloca o cidadão como sujeito participante no processo de integração.Tendo como desvantagens Para a adoção do instituto, o desenvolvimento dos Estados deve ser harmônico, em seus aspectos sociais,econômicos e culturais e cada processo de integração deve criar seu próprio modelo, segundo suas características geográficas, econômica e culturais.

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  16. Visando a melhor inserção na ordem econômica mundial, os países do mercosul procuram reunir-se em blocos econômicos nos quais mutuamente se concedem vantagens e defendem interesses comuns. O principal objetivo da suparanacionalidade é facilitar as relações econômicas,comerciais, científicas e culturais entre os países que fazem parte do MERCOSUL. "(...) No caso da Bolívia a situação é um pouco diferente, a questão comercial se torna relativamente pequena já que o comércio bilateral é mínimo e, basicamente restrito ao gás, explorado pela Petrobrás." (Texto retirado da matéria em pauta). Neste momento de globalização, crise econômica - finaceira mundial que se reflete intensamente em nosso País e no Mercosul, nada melhor do que lutar pela supranacionalidade.

    As devantagens existem, uma delas foi devidamente citada pela nossa colega Roseane Frexiella.

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  17. O português é falado por mais de 200 milhões de pessoas e tem um poder que a distância das outras línguas: é o idioma falado em quatro continentes - América, África, Europa e Ásia, O português irá adquirir cada vez maior importância e relevância no universo da União Europeia, à medida que evolua a necessidade de se fortalecer o diálogo com o Mercosul, a União Africana e a Comunidade para o Desenvolvimento da África. As vantagens é que num mundo em mudança, o Português é uma língua do futuro, uma língua a descobri e as desvantagens se dá por que infelizmente nossa lingua é pouco valorizada e nós mesmo acabamos escolhendo outras novas linguas para serem estudadas e aprimoradas e esquecendo, assim, da lingua pelo qual deveriamos ter mais amor.

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  18. Diante de um mundo,onde se registram fortes tendências á supranacionalidade,o uso do português em diferentes regiões do planeta surge como um elemento unificador entre esses países.
    Pode ser vantajoso a supranacionalidade da nossa língua para outros países,sendo assim o Brasil pode fazer importantes negócios pode ganhar espaço em outros territórios para assim obtermos parcerias entre nossa nação.Não acredito em desvantagens nesta questão,pois toda parceria(que não traga prejuísos) é bem aceita.

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  19. é válida a grande importancia a nossa cultura, lingua,comercio tudoque possa o nosso país fazer para ganhar espaço em outros países.não penso que existe desvantagens nesta questão,pois devemos sempre estar buscando novas parcerias e melhorias.

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